Themudo Barata, especialista em medicina desportiva, iniciou a sua apresentação realçando o facto de emagrecer ser sinónimo de perder massa gorda e não de perder massa muscular.
Quando se fala de desportistas não se pode utilizar apenas o IMC para determinar o excesso de peso, terá de se ter em conta também a constituição física. A correcção do IMC é feita pelo perímetro da cintura isolado. «O perímetro da cintura isolado mede-se ao nível da crista ilíaca. Nos homens é aceitável um perímetro abaixo dos 94 cm e nas mulheres abaixo dos 80 cm.
É da conjugação da cintura com o IMC que se define o risco clínico.” Quando se fala em actividade física, Themudo Barata defende tanto a actividade espontânea como a actividade estruturada, explicando que «mesmo com pouco exercício já se consegue grandes melhorias em termos de saúde.
Ser desportista não é uma necessidade, é uma opção, mas ser activo é uma obrigação! Não existe nenhum órgão ou sistema do organismo que não beneficie com a actividade física.» A escolha da actividade que se vai fazer depende do objectivo: por exemplo, uma hora de marcha gasta mais calorias do que uma hora de musculação. «Deve escolher-se a actividade consoante o seu gasto lipolítico: quem não tem muito tempo ou precisa de perder mais peso, deve escolher uma actividade mais lipolítica. A marcha rápida é a actividade ideal para os doentes obesos.» A actividade física é insubstituível e complementa uma alimentação correcta.
Themudo Barata concluiu explicando que a consulta de controlo de peso «é uma consulta de estilos de vida, de como viver. É um acto de negociação: temos que dialogar com o doente e ajudá-lo a tomar-se mais activo.»
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